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Quando o céu baixo e hostil
Essências e Subtilezas. O aparentemente fútil e/ou inútil que nos leva mais alto, mais além
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como espuma que na areia esvaece
sou, de medos ausentes
lastro abandonado
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há um caminho debaixo dos passos,
em fio de prumo
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atrás da porta, danço
como se ninguém me visse
canto como se ninguém me ouvisse
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e do meu caos fazes ordem
e me iluminas
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Lugar de Rhodes, lugar do exíguo.
Silencioso e secreto, subtil e extenuante, o lugar do pensamento.
Devaneio. Coesão.
Lugar de permeio. Receio. Recreio.
Nele sou.
E o povoam anjos e diabos, fadas, monstros e outros que tais. Pecados mortais, Virtudes teologais.
E em danças frenéticas, arrebatadas, imprudentes.
E em bailes ordeiros, disciplinados, instruídos.
Eles, os pensamentos. Céleres. Em marcha lenta.
Acodem. Acorrem. Abeiram-se. Perduram. Partem.
Eles. Andam aí. Por aí… os pensamentos.
Contidos. Incontidos. Tenebrosos. Temerosos.
E neles me quedo, e em viagem parto. Neles me avesso. Adverso. Atravesso.
Parto. Fico. Teimo.
Cedo. A eles me rendo. Ou reino, sobre.
Soberana. Tributária.
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Um dia, hei-de deixá-los livres.
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Ascensor da casa Ramiro Leão, ao Chiado
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